Pauta de Investimentos Internacionais: Surto Viral na China

Por Thiago Picanço

A pauta internacional de hoje é o surto de um novo vírus na China, que vem ganhando os holofotes da mídia internacional com o aparecimento de alguns casos ao redor do mundo e com a confirmação de que ele se espalha entre humanos.

Como não somos especialistas em virologia e nosso conhecimento sobre o assunto é insignificante (estou sendo bastante otimista aqui!), nos resta comentar sobre os possíveis impactos econômicos de notícias como esta. Estimar o impacto econômico de uma pandemia (contágio de uma doença por uma grande região) é uma tarefa homérica, mas podemos observar alguns dos efeitos históricos de situações passadas similares, como no surto de SARS (síndrome respiratória aguda grave) em 2002/03.

Nas regiões afetadas, em momentos como este as pessoas passam por um período de forte comportamento preventivo. Esta prevenção se manifesta das mais diversas formas: a população evita locais públicos, se afasta do trabalho, cancela viagens, deixa de ir às compras, ao cinema, restaurantes, etc. Logo, o medo gerado nas pessoas tem um enorme impacto negativo no PIB.

No mercado de ações, historicamente as empresas mais prejudicadas são as do setor aéreo, hoteleiro, de varejo e de bens de consumo em geral, enquanto as empresas do setor farmacêutico são premiadas pelo mercado com os seus serviços sendo percebidos como ainda mais valiosos.

Nestes primeiros dias o mercado tem agido exatamente como a história prevê: ações ligadas ao turismo puxaram as quedas no mercado de Hong Kong nesta terça-feira, enquanto empresas farmacêuticas lideram as altas.

Este surto vem se desenrolando a apenas alguns dias do ano novo Chinês, comemoração que acontece neste sábado. Este é um dos maiores feriados do país e causa grandes movimentos da população chinesa pelo mundo, aumentando riscos de contaminação. Resta ver como esta imprevisível história evoluirá e se estes efeitos também serão sentidos de maneira significativa em outras regiões.