O dilema da Previdência

Nos últimos dez anos, a previdência privada no Brasil vem ganhando relevância. Hoje, cerca de 17% de todo o investimento em fundos no país ficam nesta categoria tradicionalmente associada à aposentadoria. Em 2010, a participação era de apenas 11% *.

Como é de se imaginar, do total investido em Previdência, quase 90% está em Renda Fixa e apenas 2.4% está em ações. Esse perfil fez muito sentido até bem pouco tempo atrás: graças às altas taxas básicas de juros (Selic), os últimos 20 anos ofereceram bons retornos com pouquíssima exposição a risco.

Composição dos recursos alocados em previdência por classe de ativos:
1. Renda Fixa – 88%
2. Multimercado – 9,3%
3. Ações – 2,4%
4. Outros – 0,5%

Mas o tempo vem mudando. 

Em julho de 2017, a Selic rompeu a barreira dos dois dígitos chegando a 9,25% ao ano. De lá para cá, o movimento só vem se acentuando, trazendo a taxa para os atuais 2% ao ano.

Historicamente, taxas de juros mais baixas tendem a beneficiar ativos de risco e nesse caso não foi diferente. Quando comparamos os últimos cinco anos, o Ibovespa se sai muito melhor que a Selic – parâmetro que usamos para auferir o resultado da Renda Fixa.

É aí que entra o nosso dilema: se a ideia geral da previdência é garantir uma tranquilidade financeira graças à rentabilidade de recursos acumulados ao longo da vida, ainda faz sentido contar tanto com a Renda Fixa como os dados mostram que ainda estamos fazendo no Brasil?

Tudo depende de como serão os próximos 20 anos, claro. Aqui na Mogno, acreditamos que eles serão mais parecidos com os últimos cinco do que com os últimos 20. Nosso novo Fundo Previdenciário Agressivo foi montado com as melhores ideias neste cenário. 

Mas seja no perfil mais agressivo, seja no Fundo Previdenciário Balanceado, que continuamos trabalhando, é sempre bom lembrar das vantagens deste tipo de investimento.

Ao contrário de fundos de Renda Fixa ou Multimercados, os Previdenciários não sofrem o famoso come-cotas – o adiantamento do IR (imposto de renda) devido. Além disso, no regime regressivo, após o 10º ano, a alíquota do IR vai para 10% contra os 15 de tributação da maioria dos investimentos em Renda fixa e Multimercado.

Há ainda outros benefícios da modalidade como a isenção de ITCMD, o imposto sobre transmissão causa mortis e doação, facilitando a transmissão do patrimônio, além da possibilidade de portabilidade.

E você, como vem alocando seus investimentos previdenciários?

Entre em contato! Vamos adorar conversar e tirar suas dúvidas.

Marcelo Lichtenstein, Sócio e Head do Comercial

*Fonte: Anbima, junho 2020